Blog · Desenvolvimento
Quanto custa uma empresa de desenvolvimento de software?
Você pediu três orçamentos e recebeu três números que não dá para comparar: um cobra por hora, outro por projeto, outro por "squad mensal". Este guia explica os modelos de cobrança das software houses, o que cada um realmente inclui — e como comparar propostas sem cair em pegadinha.
Os 3 modelos de cobrança (e para quem cada um serve)
1 · Escopo fechado — preço por projeto
A empresa estuda o que você precisa e devolve um valor total, com escopo e prazo definidos. O risco de estimativa fica com a empresa, não com você.
- Bom para: projetos com objetivo claro — um sistema, uma automação, uma integração definida.
- Atenção: escopo fechado exige diagnóstico bem feito antes. Se a empresa fecha preço sem entender seu processo, alguém vai pagar a diferença depois — e costuma ser você, via "mudança de escopo".
- É o modelo que usamos na Decidi para a maioria dos projetos: diagnóstico gratuito, proposta com escopo, prazo e investimento fechados, por fase.
2 · Hora técnica (time and materials)
Você paga pelas horas trabalhadas, com valor/hora acordado. O risco de estimativa fica com você.
- Bom para: manutenção contínua, evolução sem fim definido, exploração de problema ainda aberto.
- Atenção: compare o valor/hora junto com a senioridade de quem executa. Hora barata de quem faz em 40 horas sai mais cara que hora premium de quem resolve em 10 — e ainda entrega melhor.
3 · Alocação / squad dedicado
Você "aluga" uma equipe por valor mensal. Comum em contratos grandes com fábricas de software.
- Bom para: demanda contínua e alta, com gestão técnica do seu lado.
- Atenção: para pequenas e médias empresas costuma ser o modelo mais caro por resultado — você paga disponibilidade, não entrega. E exige que você saiba dirigir a equipe.
O que faz o preço variar entre empresas
- Senioridade real — quem vai escrever o código: o engenheiro da reunião ou um júnior que você nunca viu? Pergunte diretamente.
- Estrutura embutida — fábricas grandes carregam gerentes, comercial e overhead no preço. Times enxutos como a Decidi cobram pela engenharia, não pela pirâmide.
- O que está incluído — publicação, treinamento, garantia de correção, documentação e suporte pós-entrega variam muito entre propostas. Exija que esteja escrito.
- Propriedade do código — proposta que não deixa claro que o código é seu está, na prática, cobrando um aluguel disfarçado.
Sinais de alerta num orçamento
- Preço fechado dado na primeira conversa, sem nenhuma pergunta sobre o seu processo — é chute, para cima ou para baixo.
- Proposta sem lista do que está fora do escopo — é onde nascem os aditivos.
- Valor muito abaixo dos demais — geralmente falta algo: senioridade, testes, suporte ou entendimento do problema.
- Nenhum software em produção para mostrar. Peça para ver algo real funcionando — o nosso está aqui.
Como comparar propostas de forma justa
Coloque as propostas lado a lado e normalize: mesmo escopo? mesma senioridade? mesmos itens incluídos? código é seu nas duas? suporte por quanto tempo? Só depois compare o número. Duas propostas "iguais" com 40% de diferença quase sempre estão orçando coisas diferentes — e a mais barata costuma estar orçando menos entendimento.
Resumo honesto
O custo de contratar uma empresa de desenvolvimento depende menos da "tabela" e mais do modelo de cobrança, da senioridade real e do que está incluído. Para projetos com objetivo claro, escopo fechado por fase protege você; para evolução contínua, hora técnica com senioridade comprovada. E qualquer que seja o modelo: código seu, escopo escrito e software real em produção como prova. Para pedir um orçamento que dê para comparar, veja do que depende o preço de um software.
Quer uma proposta que dá para comparar?
Diagnóstico gratuito e proposta com escopo, prazo e investimento fechados — com tudo que está dentro (e fora) por escrito.